5 recomendações em implantações de Control-M

Gilson Missawa
Gilson Missawa
Head de Marketing e Ofertas

O BMC Control-M é uma excelente ferramenta de Job Scheduling, líder de mercado e reconhecido pelos seus usuários. Ao longo do seu ciclo de vida, incorporou diversas funcionalidades que trouxeram flexibilidade e possibilidade de uso além apenas do Job Scheduling. Isso permitiu que os usuários aumentassem o uso do Control-M para aproveitar as novas características. No entanto, encontramos no mercado alguns problemas nos ambientes de Control-M.

Aqui estão 5 recomendações para implantações de Control-M para você se atentar e evitar cair nelas.

1. Não tente automatizar tudo com o Control-M

O Control-M é uma ferramenta que potencializa as iniciativas de automação - que visam maximizar a redução de custos, a produtividade, a usabilidade, a manutenção e a evolução - mas nem sempre é a melhor opção para todos os tipos de automações que a sua empresa exige. Este é o mesmo problema encontrado na implementação de RPA, quando as empresas tentam usá-lo em toda iniciativa.

Durante o design da solução avalie qual o objetivo da automação, o que precisa ser feito e qual a melhor alternativa em termos de ferramenta. O ideal para uma iniciativa corporativa de automação é ter um conjunto de ferramentas para ajudá-lo nessa jornada.

Leia também: Os Benefícios da Hiperautomação no Managed Services

 

2. Controle e boas práticas do uso das licenças

O modelo de licenciamento do Control-M é relativamente simples: execução de jobs por dia. A ferramenta não limita a execução de jobs ao volume contratado, uma vez que ele é utilizado em ambientes críticos, e a não execução de um job pode afetar seriamente o negócio do cliente. Caso este limite seja ultrapassado de forma sistemática, é necessário um acerto de licenças, o que geralmente acarreta em um custo extra para o cliente e um aumento da franquia de jobs.

No entanto, existem situações, como em testes de novos jobs ou reordenação de jobs, que os clientes precisam prestar bastante atenção para não ultrapassar o limite, pois pode, sem querer, levar a um acerto de licenças e aumento de custo desnecessários. Isso se relaciona diretamente com como o procedimento é feito e executado, e, se o processo for feito do modo correto, não haverá problemas.

3. Governança do ambiente de Control-M

O ambiente de Control-M é composto de vários módulos incluindo os agentes que são instalados em máquinas remotas. Não é raro encontrarmos problemas de governança relacionados a estes agentes. O problema mais comum está relacionado com a instalação e configuração desses módulos. Muitas vezes, a instalação é feita, mas os parâmetros dos agentes não são ajustados, o que pode causar falhas de conexão, perda de comunicação, estouro de memória, etc.

O segundo problema mais comum está relacionado ao upgrade. Em muitos casos, o módulo principal do Control-M é atualizado, mas os agentes não. Alguns não lembram de atualizá-los, outros não controlam quantos agentes existem e o local de cada um deles. Em decorrência, podem ocorrer problemas de compatibilidade e erros intermitentes (difíceis de diagnosticar), além de bugs que já foram resolvidos em novas versões. Documentar e criar uma rotina de governança para o ambiente de Control-M irá evitar muitos problemas futuros.

4. Padronização e arquitetura

Padronizar o modo como os jobs são desenvolvidos ajuda no processo de troubleshooting e diminui o tempo gasto com a identificação e solução do problema. Apesar da flexibilidade do Control-M - onde é possível resolver um problema de diferentes formas - o uso de APIs é a melhor alternativa na construção de jobs, pois ele dá mais informações e melhor controle na execução, facilitando a análise e o processo para isolar o problema.

Em uma equipe grande de pessoas desenvolvendo automações de jobs, ter um guideline claro de implementação irá facilitar o trabalho tanto do time de desenvolvimento, quanto do time de operação. Além disso, na arquitetura de execução dos jobs, atentar para a ordem e sua hierarquia, bem como a questão do New Day. Um erro nesta definição pode levar a um gasto de muitas horas para corrigir os problemas posteriormente.

5. Monitoração e analytics

Tanto no BMC Control-M como em qualquer projeto de automação, a monitoração é imprescindível para garantir o seu bom funcionamento e para que qualquer problema detectado nelas seja resolvido o mais rápido possível. A monitoração torna-se ainda mais indispensável em jobs de alta criticidade que precisam ser executados em uma janela de tempo pré-determinada, pois outros sistemas dependem de seus resultados.

O ideal é que toda a estrutura de automação seja desenvolvida juntamente com a monitoração em mente, e integrada com as ferramentas já utilizadas pelo time de TI para o gerenciamento de serviços. Além disso, um dos aspectos que é muitas vezes negligenciado na contratação dos projetos de Control-M é o archiving, ou seja, o período que teremos de logs dos jobs executados.

O tempo de archiving disponível é importante para analisar, por exemplo: Planejamento futuro de novos agentes; Tempo de execução dos jobs (melhoria ou degradação); Eficiência das automações. Quanto maior o tempo de análise, melhor, se o seu ambiente de Control-M possui pouco tempo de archiving, pense em alguma solução externa para armazenar esses dados ou aumente o archiving no seu licenciamento.

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