5 recomendações em implantações de Control-M

5 recomendações em implantações de Control-M

BMC Control-M é uma excelente ferramenta de Job Scheduling, líder de mercado e reconhecido pelos seus usuários. Ao longo do seu ciclo de vida, incorporou diversas funcionalidades que trouxeram flexibilidade e possibilidade de uso além apenas do Job Scheduling. Isso permitiu que os usuários aumentassem o uso do Control-M para aproveitar as novas características. No entanto, encontramos no mercado alguns problemas nos ambientes de Control-M.

Aqui estão 5 recomendações para implantações de Control-M para você se atentar e evitar cair nelas.

Não tente automatizar tudo com o Control-M

O Control-M é uma ferramenta que potencializa as iniciativas de automação - que visam maximizar a redução de custos, a produtividade, a usabilidade, a manutenção e a evolução - mas nem sempre é a melhor opção para todos os tipos de automações que a sua empresa exige. Este é o mesmo problema encontrado na implementação de RPA, quando as empresas tentam usá-lo em toda iniciativa.

Durante o design da solução avalie qual o objetivo da automação, o que precisa ser feito e qual a melhor alternativa em termos de ferramenta. O ideal para uma iniciativa corporativa de automação é ter um conjunto de ferramentas para ajudá-lo nessa jornada.

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Controle e boas práticas do uso das licenças

O modelo de licenciamento do Control-M é relativamente simples: execução de jobs por dia. A ferramenta não limita a execução de jobs ao volume contratado, uma vez que ele é utilizado em ambientes críticos, e a não execução de um job pode afetar seriamente o negócio do cliente. Caso este limite seja ultrapassado de forma sistemática, é necessário um acerto de licenças, o que geralmente acarreta em um custo extra para o cliente e um aumento da franquia de jobs.

No entanto, existem situações, como em testes de novos jobs ou reordenação de jobs, que os clientes precisam prestar bastante atenção para não ultrapassar o limite, pois pode, sem querer, levar a um acerto de licenças e aumento de custo desnecessários. Isso se relaciona diretamente com como o procedimento é feito e executado, e, se o processo for feito do modo correto, não haverá problemas.

Governança do ambiente de Control-M

O ambiente de Control-M é composto de vários módulos incluindo os agentes que são instalados em máquinas remotas. Não é raro encontrarmos problemas de governança relacionados a estes agentes. O problema mais comum está relacionado com a instalação e configuração desses módulos. Muitas vezes, a instalação é feita, mas os parâmetros dos agentes não são ajustados, o que pode causar falhas de conexão, perda de comunicação, estouro de memória, etc.

O segundo problema mais comum está relacionado ao upgrade. Em muitos casos, o módulo principal do Control-M é atualizado, mas os agentes não. Alguns não lembram de atualizá-los, outros não controlam quantos agentes existem e o local de cada um deles. Em decorrência, podem ocorrer problemas de compatibilidade e erros intermitentes (difíceis de diagnosticar), além de bugs que já foram resolvidos em novas versões. Documentar e criar uma rotina de governança para o ambiente de Control-M irá evitar muitos problemas futuros.

Padronização e arquitetura

Padronizar o modo como os jobs são desenvolvidos ajuda no processo de troubleshooting e diminui o tempo gasto com a identificação e solução do problema. Apesar da flexibilidade do Control-M - onde é possível resolver um problema de diferentes formas - o uso de APIs é a melhor alternativa na construção de jobs, pois ele dá mais informações e melhor controle na execução, facilitando a análise e o processo para isolar o problema.

Em uma equipe grande de pessoas desenvolvendo automações de jobs, ter um guideline claro de implementação irá facilitar o trabalho tanto do time de desenvolvimento, quanto do time de operação. Além disso, na arquitetura de execução dos jobs, atentar para a ordem e sua hierarquia, bem como a questão do New Day. Um erro nesta definição pode levar a um gasto de muitas horas para corrigir os problemas posteriormente.

Monitoração e analytics

Tanto no BMC Control-M como em qualquer projeto de automação, a monitoração é imprescindível para garantir o seu bom funcionamento e para que qualquer problema detectado nelas seja resolvido o mais rápido possível. A monitoração torna-se ainda mais indispensável em jobs de alta criticidade que precisam ser executados em uma janela de tempo pré-determinada, pois outros sistemas dependem de seus resultados.

O ideal é que toda a estrutura de automação seja desenvolvida juntamente com a monitoração em mente, e integrada com as ferramentas já utilizadas pelo time de TI para o gerenciamento de serviços. Além disso, um dos aspectos que é muitas vezes negligenciado na contratação dos projetos de Control-M é o archiving, ou seja, o período que teremos de logs dos jobs executados.

O tempo de archiving disponível é importante para analisar, por exemplo: Planejamento futuro de novos agentes; Tempo de execução dos jobs (melhoria ou degradação); Eficiência das automações. Quanto maior o tempo de análise, melhor, se o seu ambiente de Control-M possui pouco tempo de archiving, pense em alguma solução externa para armazenar esses dados ou aumente o archiving no seu licenciamento.

Saiba mais sobre como a Icaro Tech pode auxiliar você a obter mais valor do seu ambiente Control-M.


Gilson Missawa
Head de Marketing e Ofertas

Augmented Decision-Making: decisões inteligentes nas empresas

Augmented Decision-Making: decisões inteligentes nas empresas

Managed Services, ou serviços gerenciados, são adotados por muitas empresas para atender as demandas que, apesar de estratégicas, não são o core business, mas que ainda assim são importantes para o negócio e necessitam de grande confiabilidade, agilidade e eficiência.

A área de TI é uma das que mais se utiliza de Managed Services para atividades como: sustentação, suporte e monitoração da infraestrutura e das aplicações, suporte às automações, dentre outras atividades que fazem parte do dia a dia para garantir a disponibilidade e a qualidades dos seus serviços.

Esta estratégia ajuda na gestão efetiva dos recursos internos, assim como no foco em projetos estratégicos pelo CIO. No entanto, há um ponto importante na hora de avaliar o desdobramento dessa estratégia, uma vez que este é um mercado com muitos fornecedores, desde grandes consultorias a empresas especializadas e de nicho.

Então, como é possível se diferenciar? Um dos principais pontos é o uso extensivo de automações pela equipe de Managed Services.

Estes são alguns dos benefícios da automação que provém ganhos para quem utiliza esse tipo de serviço:

Hiperautomação: um passo além na jornada da automação

Ao explicar porque Hiperautomação, ou Hyperautomation, é uma das principais tendências tecnológicas de 2021, o Gartner afirma que: “tudo que pode e deva ser automatizado, será automatizado. Todo o resto, deve ser ‘aumentado’, melhorando as decisões de negócios”.

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Porque as operadoras de telecom devem adotar os superapps em 2024

Esta tendência também está alinhada com o futuro de Managed Services, que deve, cada vez mais, automatizar processos para melhorar a experiência do cliente. Isso envolve desde o uso de bots para atendimento self-service que os MSPs poderão incluir nos seus serviços, até soluções de IA para diagnósticos e predição de incidentes.

Outra previsão feita pelo Gartner é de que, até 2024, as empresas irão reduzir o custo operacional em 30% ao combinar tecnologias de hiperautomação com o redesenho dos processos operacionais. Isso tende, também, a aumentar a competitividade das MSPs, melhorando a qualidade dos seus serviços e reduzindo os custos como consequência.

Os principais benefícios que você pode obter da Hiperautomação através de MSPs que tenham adotado essa estratégia são:

Assim, a diferenciação dos MSPs estará em quão preparados eles estarão para oferecer, no curto prazo, uma estratégia de serviços gerenciados que aumente a automação num âmbito global e num ambiente complexo como o universo de TI.

Assista ao nosso IcaroCast: 
Assessment para Transformação Digital 

Saiba mais sobre como o Managed Services da Icaro Tech pode auxiliar você e sua estratégia na redução do seu custo operacional em TI.

Gilson Missawa
Head de Marketing e Ofertas

Os 4 Benefícios da Hiperautomação no Managed Services

Os Benefícios da Hiperautomação no Managed Services

Managed Services, ou serviços gerenciados, são adotados por muitas empresas para atender as demandas que, apesar de estratégicas, não são o core business, mas que ainda assim são importantes para o negócio e necessitam de grande confiabilidade, agilidade e eficiência.

A área de TI é uma das que mais se utiliza de Managed Services para atividades como: sustentação, suporte e monitoração da infraestrutura e das aplicações, suporte às automações, dentre outras atividades que fazem parte do dia a dia para garantir a disponibilidade e a qualidades dos seus serviços.

Esta estratégia ajuda na gestão efetiva dos recursos internos, assim como no foco em projetos estratégicos pelo CIO. No entanto, há um ponto importante na hora de avaliar o desdobramento dessa estratégia, uma vez que este é um mercado com muitos fornecedores, desde grandes consultorias a empresas especializadas e de nicho.

Então, como é possível se diferenciar? Um dos principais pontos é o uso extensivo de automações pela equipe de Managed Services.

Estes são alguns dos benefícios da automação que provém ganhos para quem utiliza esse tipo de serviço:

Hiperautomação: um passo além na jornada da automação

Ao explicar porque Hiperautomação, ou Hyperautomation, é uma das principais tendências tecnológicas de 2021, o Gartner afirma que: “tudo que pode e deva ser automatizado, será automatizado. Todo o resto, deve ser ‘aumentado’, melhorando as decisões de negócios”.

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Esta tendência também está alinhada com o futuro de Managed Services, que deve, cada vez mais, automatizar processos para melhorar a experiência do cliente. Isso envolve desde o uso de bots para atendimento self-service que os MSPs poderão incluir nos seus serviços, até soluções de IA para diagnósticos e predição de incidentes.

Outra previsão feita pelo Gartner é de que, até 2024, as empresas irão reduzir o custo operacional em 30% ao combinar tecnologias de hiperautomação com o redesenho dos processos operacionais. Isso tende, também, a aumentar a competitividade das MSPs, melhorando a qualidade dos seus serviços e reduzindo os custos como consequência.

Os principais benefícios que você pode obter da Hiperautomação através de MSPs que tenham adotado essa estratégia são:

Assim, a diferenciação dos MSPs estará em quão preparados eles estarão para oferecer, no curto prazo, uma estratégia de serviços gerenciados que aumente a automação num âmbito global e num ambiente complexo como o universo de TI.

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Assessment para Transformação Digital 

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Gilson Missawa
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Para seguir o caminho da excelência operacional digital, o papel do RPA deve ser redefinido dentro de uma estratégia de hiperautomação

Para seguir o caminho da excelência operacional digital, o papel do RPA deve ser redefinido dentro de uma estratégia de hiperautomação

Veja quais pontos você deve considerar antes de iniciar essa jornada

Na corrida pela digitalização, o Robotic Process Automation (RPA) é uma das ferramentas mais utilizadas pelas empresas, hoje. Por ser uma tecnologia simples e eficiente, o RPA é normalmente introduzido antes de outras automações, como forma de acelerar a execução de atividades repetitivas, navegar em sistemas web, integrar e extrair sistemas, alimentar a interação entre clientes e fornecedores, entre outras funções.

A importância do RPA para as organizações é inegável: a capacidade de reduzir as tarefas humanas com a tecnologia é, em média, de 40%. Contudo, o mercado está descobrindo que o RPA não resolve todos os problemas de uma organização e, está percebendo a importância de uma estratégia organizacional de hiperautomação.

Segundo o relatório “Move Beyond RPA to Deliver Hyperautomation”, do Gartner, o RPA pode fornecer um alívio rápido, como uma forma não invasiva de integração. Porém, nem sempre os processos de uma empresa são simples, rotineiros, repetitivos e estáveis. Ainda segundo o Gartner, há falta de orientação para ajudar as organizações a integrar o RPA com outras ferramentas, dificultando a automação do processo de ponta a ponta.

O verdadeiro desafio com o RPA é escalar, já que alguns processos rotineiros não podem ser resolvidos por uma única ferramenta ou por estratégias isoladas. Para avançar com processos de longa duração e de tomadas de decisão, é preciso continuar a jornada da automação com ferramentas mais robustas.

A hiperautomação orientada para negócios, refere-se a uma abordagem onde as organizações identificam e automatizam o maior número de processos. Este tipo de estratégia envolve o uso orquestrado de tecnologias, ferramentas e plataformas avançadas, como Inteligência Artificial, Descoberta de Processos, Process Mining, Low Code, Motor de Regras de Negócio, iBPMS, iPaaS e, também inclui o RPA.

O caminho para hiperautomação

O Gartner diz que tudo o que pode e deve ser automatizado, será automatizado. No entanto, existem muitas iniciativas digitais ou de automação com a chamada “dívida de processo”, que é causada por um conjunto extenso e caro de projetos sustentados por tecnologias de retalhos que, muitas vezes, não são otimizados, conectados e consistentes.

Esses aspectos podem colocar em risco a velocidade, eficácia, democratização da automação e integração de dados, além dos objetivos de negócio e a proposta de valor de uma marca. Por isso, a hiperautomação compreende uma gama de ferramentas que podem auxiliar na automação, mas também se refere à sofisticação dessas automações e sistemas.

Para seguir o caminho da excelência operacional digital, o papel do RPA deve ser redefinido dentro de uma jornada de hiperautomação. Redução de custos operacionais, direcionamento do esforço humano para atividades analíticas e de maior valor agregado, ações mais assertivas, mais segurança, mais qualidade, atendimento padronizado, etc, são algumas das vantagens deste tipo de tecnologia.

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Os 4 Benefícios da Hiperautomação no Managed Services

Mas, iniciar a jornada de hiperautomação dentro de uma companhia pode trazer desafios para os líderes. Por isso, é importante considerar alguns pontos antes de iniciar essa jornada:

Quer saber mais? Entre em contato com a Icaro Tech e inicie sua jornada de hiperautomação.

A Icaro Tech atua no mercado transformando os negócios através de automação há mais de 23 anos. Somos parceiros IBM e Red Hat. Contamos com profissionais acreditados e capacitados para impulsionar a estratégia de automação da sua empresa.

RPA Simples x RPA Completa – um guia prático

RPA Simples x RPA Completa – um guia prático

A automação é uma área muito promissora para empresas que dependem de processos rápidos e eficientes para gerar melhores experiências para usuários de negócios e clientes finais. Existem muitos caminhos e possíveis pontos de entrada, e RPA (Robotic Process Automation) é uma delas— uma forma de apresentar a automação e obter benefícios nos negócios a baixo custo e com menores riscos, principalmente se alinhado ao Process Mining.

Forrester estima que este mercado de RPA - automação robótica de processos - chegue a US$ 2,1 bilhões até 2021. O conceito de RPA é simples: um “robô” de software replica interações rotineiras de pessoas em computadores, automatizando tarefas que seriam tediosas e repetitivas. Portanto, a RPA faz a ponte entre a interação manual e a automação total.

A RPA é especialmente atraente quando há ações repetitivas e limitação de tempo ou mão-de-obra para as atividades. Para a TI, a vantagem principal é a possibilidade de automação em sistemas não controlados por ela, ou seja, onde não há uma API disponível ou uma possibilidade de alterar a construção do sistema, como por exemplo sistema de agências reguladoras e sistemas de prefeituras para a emissão de notas.

Podemos simplificar a aplicação de RPA de dois modos: a RPA simples (e autônoma) e a RPA completa. Com a RPA simples, um robô de software faz literalmente o que uma pessoa faria: tarefas como entrada e recuperação de dados, cliques em botões, uploads e downloads de arquivos ou processamento de faturas. A RPA simples pode ser disparada pelo próprio profissional para executar atividades repetitivas e extremamente simples.

- A RPA simples deve ser aplicada na execução de um fluxo previsível e sem tratamento ou decisão como, por exemplo, a cópia de informação de um sistema para outro. Embora tenha uma limitação, a RPA simples é vantajosa porque libera as pessoas para focarem o trabalho em coisas mais relevantes.

- A RPA completa (e complexa), por outro lado, implementa sistemas, processos e até mesmo serviços de terceiros especialmente desenvolvidos para a automação desde o início. Por este motivo, o benefício em potencial da automação completa é muito maior, mas o comprometimento também.

Quais os benefícios da RPA simples?

- Possibilidade de automatizar tarefas repetitivas, desde que os critérios de decisão sejam objetivos e suas regras definidas (por exemplo, processamento de sinistros ou faturas);

- Fácil de implementar nos casos de uso corretos e com baixo risco, porque replica tarefas manuais já existentes;

- Não há necessidade de treinar novamente os funcionários ou alterar processos existentes;

- Libera as pessoas das tarefas repetitivas e rotineiras. Isso leva a uma maior satisfação com o trabalho, aumenta a moral, a produtividade e a liberdade de fazer trabalhos mais importantes como solucionar problemas ou agregar valor às interações com clientes;

- O custo e a complexidade de implementação é baixo. A implementação leva de dias a semanas, com pouca habilidade de TI necessária;

- O ROI em potencial é moderado a moderadamente alto, dependendo do custo atual das tarefas de rotina (por exemplo, custo baixo por tarefa, mas com um volume muito alto).;

- Encaminha exceções do bot para profissionais para tomada de ação corretiva.

Importante lembrar o que a RPA simples NÃO faz:

- Não automatiza todos os processos ou fluxos de trabalho de negócios sozinha;

- Não pode resolver processos que têm um design de má qualidade ou são inerentemente ineficientes. Se houver gargalos, eles talvez continuem a existir;

- Não substitui humanos, mas sim tarefas humanas. Ela faz um trabalho de auxílio, assumindo tarefas altamente repetitivas e ajudando os funcionários a melhorarem o dia a dia.

Quais as possibilidades com uma RPA completa e quando deve ser utilizada?

A chave é compreender claramente quando a RPA simples é suficiente e quando é a hora de considerar aprimorá-la adicionando mais recursos avançados como captura de dados desestruturados, gerenciamento de regras de negócios ou orquestração de fluxo de trabalho.

A RPA completa é necessária para processos que, devido a complexidade e dependências, precisam ser coordenados. Permite que a RPA seja usada para ações mais complexas e condicionais que podem envolver múltiplos resultados e/ou tomada de decisão. É utilizada para tarefas rotineiras mas com maior nível de complexidade.

Dependente do estado, com múltiplas variáveis e múltiplos resultados. Mais dependente de julgamento e interação humana. Os custos e o esforço de implementação são maiores que os da RPA simples. A implementação pode levar semanas ou meses e exigir assistência, dependendo dos recursos internos. O ROI em potencial da RPA completa é alto devido ao valor agregado oferecido pela automação mais abrangente e sofisticada em comparação com a RPA simples.

Algumas possibilidades da RPA completa:

- Adicionar recursos avançados de orquestração de bot e manipulação de exceções;

- Orquestra processos de ponta a ponta, onde algumas tarefas são executadas por bots e outras são executadas por profissionais;

- Encaminha exceções do bot para profissionais para tomada de ação corretiva nos casos em que os robôs automatizados falhem;

- Fornece recursos cognitivos para extrair dados de documentos estruturados e não estruturados;

- Categoriza, analisa e extrai dados estruturados de documentos recebidos de várias fontes, como e-mail, digitalização, fax, sistema de arquivos e sistemas de gerenciamento de conteúdo corporativo (ECM);

- Inclui recursos cognitivos para fornecer melhores informações sobre seu conteúdo não estruturado;

- Fornece a capacidade de definir lógica de negócios complexa usando o gerenciamento de decisões expresso em processamento de linguagem natural (NPL);

- Permite que os clientes acompanhem os principais indicadores de desempenho (KPIs) em suas operações comerciais. Isso permite que os painéis gerenciem acordos de nível de serviço (SLAs) e determinem as causas raiz quando as operações de negócios estiverem com um desempenho ruim.

Na análise de utilizar uma abordagem fim-a-fim de automação é importante analisar outras alternativas além do RPA, pois quando existem APIs de integração, automação e orquestração de processos, regras de negócios e sistemas de suporte à decisão, outros métodos são muito mais eficientes e confiáveis. Neste caso, a abordagem de Hyperautomation é mais adequada, sendo que o RPA será uma das ferramentas do toolbox que a empresa irá utilizar.

RPA e Process Mining: como ter uma implementação de RPA de sucesso

Bill Gates, fundador da Microsoft, disse uma vez: "A primeira regra de qualquer tecnologia usada em um negócio é que a automação aplicada a um operação eficiente aumentará a eficiência. A segunda, é que a automação aplicada a uma operação ineficiente aumentará a ineficiência.” A RPA não pode resolver processos que têm um design de má qualidade ou são inerentemente ineficientes.

Se houver gargalos devidos a processos ineficientes, eles continuarão a existir. Um dos pontos de falhas mais frequentes da RPA é automatizar processos ineficientes.,/span> Ao utilizar previamente o Process Mining, você busca eliminar esse risco. Projetos de RPA são mais propensos a ter sucesso com a adição de Process Mining.

O processo de implantação de RPA é muito mais eficiente se houver um mapeamento de processos descrevendo as etapas conduzidas por funcionários humanos. O Process Mining faz a descoberta de processos para identificar quais os principais pontos de ineficiência.

Ele permite, através da sua capacidade de analisar processos e gerar insights, que o processo seja otimizado antes da implantação de RPA, fazendo com a automação seja feita de maneira mais eficiente e que os resultados sejam mais efetivos.

O aspecto-chave da relação entre Process Mining e RPA é que eles são complementares, o Process Mining precisa do RPA para realizar as automações e o RPA precisa do Process Mining para garantir que estamos escolhendo a tarefa certa a ser automatizada. Além disso, ao longo do tempo, o Process Mining irá mostrar os ganhos obtidos pelo RPA de forma precisa. O uso de Process Mining é indicado em qualquer projeto de Automação, usando ou não o RPA.

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Como combinar RPA e Process Mining

Encontre o parceiro ideal para alcançar os melhores resultados

As soluções de software de RPA e Process Mining não são todas iguais, nem os fornecedores de cada uma delas. Dependendo dos objetivos, pode ser necessário apenas uma versão mais simples de um RPA para começar. No entanto, é válido procurar um fornecedor que consiga entregar um portfólio mais amplo de softwares e serviços para desenhar um roadmap que atenda as necessidades atuais e futuras da empresa.

A Icaro Tech atua há mais de 20 anos no desenvolvimento de soluções que transformam digitalmente as operações de seus clientes, auxiliando na superação dos desafios de negócio através da tecnologia. Somos especialistas em automação e operação inteligente com objetivo de melhorar a eficiência operacional e transformar a experiência do cliente. Contamos com uma equipe certificada e experiente para ajudar você a incorporar os mais recentes recursos tecnológicos para acelerar a transformação digital de sua empresa.

Se você quer discutir melhor como a sua empresa pode se beneficiar do Process Mining, RPA e automação em geral, entre em contato conosco!

Multichannel e Omnichannel: Entenda a diferença

Multichannel e Omnichannel: Entenda a diferença

O mercado tem falado bastante de estratégias multichannel e omnichannel nas mais diferentes verticais de negócio, como financeiro e varejo, dentre outros, mas vemos que muitas vezes tais conceitos não estão claros para todo mundo. As pessoas muitas vezes confundem os termos, assumindo que são a mesma coisa. No entanto, apesar da semelhança e do fato de que ambos utilizam mais de um canal de comunicação com o cliente, há muitas diferenças entre os dois conceitos.

O que é uma experiência Multichannel?

Em um ambiente multichannel (ou multicanal), o cliente tem acesso a diferentes canais de comunicação com as empresas, seja antes, durante ou após as vendas, mas eles não estão integrados e sincronizados. Uma loja que vende produtos através da sua loja física e através do website (e-commerce) tem um atendimento multichannel, oferecendo mais um ponto de contato com o cliente.

O mesmo conceito se aplica para uma empresa que presta um atendimento pós-venda em suas lojas, através de telefone e WhatsApp. No entanto, no atendimento multichannel, os canais de comunicação não estão totalmente integrados e não possuem as mesmas informações, a mesma linguagem ou o mesmo padrão de atendimento. Em alguns casos, os canais concorrem internamente e a transição do atendimento de um canal para outro não é simples.

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O que é e qual a diferença para uma experiência Omnichannel?

No omnichannel, que é uma evolução do conceito de multichannel, não existem barreiras entre os diferentes canais e eles são tratados da mesma forma, sem distinções, numa visão única e integrada do cliente. Numa estratégia omnichannel, coloca-se o cliente no centro do processo (de atendimento, de vendas) e a jornada desse cliente é uniforme entre esses canais. Isso pressupõe também que os processos e sistemas internos das empresas estão integrados para fornecer ao cliente essa experiência.

A evolução da experiência do usuário e do atendimento

Utilizando como exemplo, a mesma loja que vende através da loja física e do seu e-commerce, em um atendimento omnichannel, permite realizar a compra on-line para o cliente retirar na loja, consegue ter uma visão unificada dos estoques e remanejar entre os diferentes canais. Outro exemplo, é um atendimento ao cliente que pode iniciar-se via telefone e continuar via WhatsApp, sem perda de contexto ou qualidade. Portanto, é correto dizer que todas as experiências omnichannel utilizam múltiplos canais, mas nem toda experiência multichannel será omnichannel.

Como uma estratégia Omnichannel pode ajudar a minha empresa

A implementação de uma estratégia Omnichannel envolve mudança de processos, ferramentas e cultura, deve fazer parte de uma estratégia mais ampla e multidisciplinar, que envolve desde os times de marketing, inovação, TI, até vendas e atendimento ao cliente, em todos os níveis. No entanto, é possível implementar a estratégia por partes começando, por exemplo, com o atendimento pós-venda ao cliente. Um projeto faseado com resultados e ganhos rápidos irá ajudar a mudar a cultura da empresa e ajudar a consolidar a estratégia.

Benefícios da estratégia Omnichannel

Os principais benefícios do omnichannel são:

Com mais e mais empresas adotando estratégias omnichannel, passa a ser importante conhecer e estudar como ela pode ajudar a sua empresa para não ficar para trás. E você, também possui este desafio na sua empresa?

Como podemos ajudar

A Icaro Tech atua no mercado ajudando na transformação digital através da automação dos nossos clientes há mais de 20 anos. Somos parceiros IBM, BMC, Red Hat, Genesys, Splunk, Everflow e Zendesk. Contamos com profissionais acreditados e capacitados para impulsionar a estratégia de atendimento ao cliente da sua empresa.

Process Mining em Operações - Uma oportunidade subestimada

Process Mining em Operações - Uma oportunidade subestimada

É difícil encontrar melhor aplicação para Process Mining do que em operações. Eu sei que há toneladas de literatura sobre a aplicação de mineração de processos para P2P (Procure to Pay) e O2C (Order to Cash), em hospitais, jornada do cliente, experiência do usuário. Eles são todos válidos e verdadeiros. Mas as operações me parecem o paraíso subestimado da aplicação de Process Mining.

Não importa o setor que consideremos - telecomunicações, financeiro, utilities... as operações são onde as batalhas da concorrência são vencidas ou perdidas. Atender seu cliente com excelência ao menor custo possível é o objetivo final.

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Esta é a terra da tensão. Pouca previsibilidade, alta visibilidade, dinheiro e reputação em jogo são apenas alguns dos elementos que transformam as operações no Oitavo Círculo do Inferno de Dante. Esse ambiente inóspito cria facilmente uma cultura reativa. O planejamento com antecedência abre espaço para a reação a eventos imprevistos. Um círculo vicioso cresce durante a noite.

No entanto, não precisa ser assim. As operações geralmente são organizadas em processos, embora sua execução às vezes seja abaixo do ideal. Os sistemas de suporte frequentemente geram logs sobre como esses processos são executados. E, por último, as operações geralmente envolvem escala - muitos eventos recorrentes (embora de alguma forma mutáveis) que precisam ser tratados.

O Process Mining pode facilmente se alimentar desses logs e ajudar a descobrir os verdadeiros processos (aqueles que são realmente executados e não imaginados) da organização. Pode, portanto, identificar atividades lentas, retrabalho, gargalos, estados de falha, entre muitos outros.

Ao analisar cuidadosamente os insights que o Process Mining traz, um executivo de operações pode conduzir ações transformacionais (às vezes simples, a propósito) que podem otimizar enormemente a forma como as coisas são feitas, bem como indicar os pontos de automação mais relevantes.

Fazendo isso, pode-se liberar mão de obra que pode dedicar mais tempo para analisar os insights da mineração de processos e gerar mais inovação e mais otimizações. E assim se constrói um ciclo virtuoso: o reativo torna-se proativo, à medida que experiências passadas lançam luz sobre o futuro.

Independentemente de suas operações - um NOC (Network Operations Center) em telecomunicações, análise de crédito em um banco, atendimento ao cliente em TI, ... - usar seus dados sobre execuções anteriores pode preparar o caminho para a construção de operações e negócios mais proativos, eficientes e competitivos.

É no domínio das operações que o Process Mining pode realmente fazer a diferença. É uma oportunidade muito subestimada de transformar o inferno das operações em um paraíso orientado por processos, e construir isso em uma vantagem comercial insuperável em nosso setor.

Como a IcaroTech pode te ajudar com Process Mining?

A Icaro Tech atua no mercado transformando os negócios através de automação há mais de 20 anos. Somos parceiros Everflow, IBM e Red Hat e contamos com profissionais acreditados e capacitados para impulsionar a automação dentro das organizações. Atuamos desde a concepção do projeto – com assessments e análise do negócio – até a implementação, evolução (melhoria contínua) e gerenciamento dele através de uma equipe altamente qualificada de serviços gerenciados.

A Economia de APIs: Uma Questão de Sobrevivência Digital

A Economia de APIs: Uma Questão de Sobrevivência Digital

O termo "API Economy" ou "Economia de APIs" se refere a um conjunto de práticas e modelo de negócios orbitando em torno do papel das APIs na economia digital moderna, e diretamente representa a exposição de serviços e recursos digitais de uma organização em forma de interfaces que abstraem o consumo desses recursos. O principal objetivo da economia de APIs é facilitar a criação de aplicações voltadas ao usuário, focadas em metas de negócio e melhoria na produtividade geral de projetos de software através de uma plataforma segura, gerenciável e escalável.

A economia de APIs é um viabilizador para tornar negócios e organizações em plataformas

Em um mundo conectado através de tecnologias móveis e dispositivos IoT (Internet of Things), gerando uma superabundância de dados, associado a crescente velocidade necessária para atender necessidades de seus usuários, as APIs se tornam os blocos de construção universais para quebrar esses silos de dados e permitir a concepção de soluções integradas cada vez mais personalizadas para cada indivíduo. Há muitos anos as APIs representam um componente de extrema importância na Engenharia de Software em termos de reuso de código, modularização e padronização, mas ganharam ainda mais relevância com a concepção da arquitetura de microsserviços, encorajada por grandes fornecedores como direcionamento no desenvolvimento de software de próxima geração.

Ao adotar a decomposição de aplicações em microsserviços, é possível tirar proveito de vantagens provindas da modularidade intrínseca da arquitetura, introduzindo capacidade de escalar rapidamente as aplicações, acompanhando o crescimento do negócio e as necessidades dos clientes. APIs são essenciais nesse ecossistema distribuído e modular, representando a porta de entrada para as funcionalidades de cada microsserviço ao fornecer uma interface padronizada e permitindo a comunicação eficiente entre as unidades.

A correlação entre o sucesso de uma estratégia de APIs e o sucesso do negócio está cada vez mais forte, e o uso das APIs já não é uma questão do PORQUÊ implementá-las, mas COMO implementá-las de maneira efetiva. Associadas ao uso de linhas de montagem DevOps e estratégias de automação dos processos de TI, elas representam mais um dos pilares para o crescimento e evolução de um negócio digital.

Planejar, Implementar, Operar, Suportar e Aposentar

De acordo com um estudo executado pela Red Hat, as sete boas práticas necessárias para um programa de APIs bem sucedido são:

  1. Focar implacavelmente no valor da API;
  2. Tornar o modelo de negócios claro desde o início;
  3. Projetar e implementar com o usuário em mente;
  4. Colocar as operações de API no topo da lista;
  5. Ser obsessivo com a experiência do desenvolvedor;
  6. Vá além do Marketing 101;
  7. Lembre-se da "aposentadoria" das APIs e da Gestão de Mudanças.

É importante ressaltar que o público-alvo de uma API deve ser bem definido desde o início. APIs podem ser públicas, privadas ou voltadas a parceiros; dirigidas à produtização de serviços providos pela organização ou à integração entre diferentes tecnologias e ecossistemas; impulsionar inovação, acelerar a resposta a cenários complexos, automatizar e aumentar processos executados manualmente. O diagrama abaixo descreve de maneira simples o relacionamento entre as diferentes categorias e disciplinas.

Ao citarmos o modelo de negócios, não se trata somente de questões como "Quem paga pelo serviço?" ou "Como funciona a cobrança pelo serviço?", mas de uma entidade maior que rege aspectos financeiros e organizacionais. As APIs devem se adaptar e complementar o modelo de negócios, não o caso oposto. O marketing atrelado ao programa de APIs deve ser direcionado de acordo com os tipos de audiência.

Processos diferenciados de segmentação de usuários, posicionamento no mercado e targeting podem ser adotados para um levantamento mais efetivo de informações, visando situar API como um produto legitimamente voltado ao público-alvo planejado. APIs não se tornam populares sem que os desenvolvedores que as consomem tenham tranquilidade de utilizá-las e confiança em seu resultado.

Desempenho, documentação clara, contratação instantânea, free-tier ou trial, transparência na precificação e cobrança, portal do desenvolvedor, são alguns dos elementos críticos para conseguir o engajamento dos desenvolvedores e estabelecer uma relação de longo prazo, seja um cliente, parceiro ou comunidade.

Adotar especificações (OpenAPI) e padrões abertos (REST, GraphQL, JSON, gRPC) potencializa ainda mais a adoção e engajamento, utilizando o conhecimento destilado de empresas e profissionais em termos de boas práticas na implementação, operação e documentação, além de viabilizar a interoperabilidade entre soluções e flexibilidade necessária para atender casos de uso diversos.

Também contribui diretamente na redução de custos de manutenção, sustentação e evolução devido a ampla disponibilidade de profissionais capacitados nestes domínios e ausência de custos relacionados a utilização de protocolos proprietários.

De maneira geral as APIs são um produto e simultaneamente fornecem um serviço, e portanto devem ser tratadas como tal. As atividades relacionadas a seu ciclo de vida, desde o projeto e implementação, operação, sustentação, gestão de mudanças e por fim sua aposentadoria, devem ser orquestrados focando principalmente em garantir corretude nas requisições, níveis de serviço adequados e qualidade de entrega, atendendo com agilidade e eficiência as novas necessidades dos clientes.

API Management e API Gateway

Resumidamente, definem-se os termos API Management e API Gateway da seguinte forma:

Uma solução de API Management pode ser fracionada em três camadas de serviços básicos: API Gateway, responsável pela orquestração técnica das APIs; Analytics, responsável pela coleta e análise de métricas; e Desenvolvedor, primeiro ponto de contato para utilizadores e principal interface de interação para desenvolvedores internos.

Conforme a quantidade de serviços e APIs aumenta, o relacionamento entre as interfaces e sua respectiva manutenção se torna também mais complexo. Em ambientes de média e grande escala é interessante adotar uma solução de API Management/API Gateway para simplificar a governança, versionamento, monitoração e análise de dados, provendo um único ponto de acesso controlado e gerenciado, inserindo uma camada adicional de segurança, além de permitir níveis de abstração maiores ao orquestrar e rotear requisições a diversos serviços, reduzindo a complexidade de acesso a funcionalidades do serviço.

Soluções como o Red Hat 3Scale API Management oferecem um ambiente completo para desenvolvimento, integração, publicação, gerenciamento e monetização de APIs, impulsioando o trabalho dos desenvolvedores e a implementação dos principais fatores de engajamento necessários para um programa de APIs bem sucedido. Associado a outras tecnologias como o Red Hat OpenShift e Red Hat Integration, é possível construir um ecossistema cloud-native de desenvolvimento de microsserviços que atende aos padrões de qualidade e segurança de uma solução corporativa de maneira escalável e flexível.

Como a IcaroTech pode ajudar a construir um programa de APIs bem sucedido?

A Icaro Tech atua no mercado transformando os negócios através de automação há mais de 20 anos. Somos parceiros IBM e Red Hat e contamos com profissionais acreditados e capacitados para impulsionar a automação dentro das organizações. Atuamos desde a concepção do projeto – com assessments e análise do negócio – até a implementação, evolução (melhoria contínua) e gerenciamento dele através de uma equipe altamente qualificada de serviços gerenciados.


Antonio Ideguchi
Arquiteto de Soluções | Customer Success

Monitoração Zero-Touch

Monitoração Zero-Touch

O conceito de soluções Zero-touch não é novo. Essas soluções envolvem o uso de automações, regras de negócios e, mais recentemente, IA (Inteligência Artificial) combinados de tal forma que uma aplicação, máquina ou sistemas funcionem ou mantenham-se funcionando sem intervenção humana.

Exemplos, fora do ambiente de TI, variam desde simples sistemas de iluminação e câmeras de vigilância que ativam-se com movimento, até carros autônomos.

Em monitoração de TI, o conceito de zero-touch tem sido discutido mais recentemente com o surgimento e a adoção de soluções de AIOps (Inteligência Artificial para Operação de TI). Segundo o GartnerAIOps combina o uso de big data e aprendizado de máquina para automatizar processos da operação de TI, como:

Ou seja, atividades em que antes era necessária intervenção humana, agora podem ser feitas de forma automatizada, com um alto grau de confiabilidade. Os principais benefícios para o negócio são:

Como o Zero-touch pode ser aplicado à Monitoração?

De forma simples, podemos dividir o espectro da monitoração de TI em 4 estágios: Aquisição de Dados, Agregação, Análise e Ação.

Aquisição de Dados

Aquisição de Dados é um processo automatizado uma vez que ele tenha sido configurado para determinada aplicação, infraestrutura, etc. Mas, em muitos casos, o provisionamento para novos sistemas ainda é manual, ou seja, se eu coloco uma nova aplicação em produção ou subo novas VMs, tenho que manualmente instruir o sistema de monitoração para começar a coletar dados daqueles sistemas.

A utilização de tecnologias como Infrastructure-as-a-Service e Infrastructure-as-Code são cruciais em termos de automação no âmbito de monitoração. Através delas, desde o provisionamento de hardware, instalação/configuração de sistemas operacionais e respectivas dependências, e instalação de soluções na infraestrutura recém-provisionada podem ocorrer de maneira ágil, padronizada e automática.

Considerando a volatilidade e flexibilidade de ambientes que proporcionam experiência de nuvem, onde recursos são provisionados e descomissionados constantemente, utilizar dos recursos de automação para instrumentar a monitoração é essencial para garantir operação consistente e escalável.

Alternativamente, também é importante o controle e o mapeamento da infraestrutura através de sistemas de discovery e CMDB. Esses sistemas também podem ajudar a identificar partes da infraestrutura que estejam descobertos de monitoramento.

Agregação de Dados

Para a Agregação de Dados, as soluções de AIOps são flexíveis, aceitando fontes de dados diversas como bases de dados, APIs e arquivos de logs. Os formatos textuais, tabulares e em linguagens de marcação (como XML, JSON, YAML) são os mais comuns. Fica a cargo dessas soluções inferir estruturas e relações de forma automática, permitindo a configuração dos meios de agregação, objetivando a preparação para a análise desses dados, se necessário.

Análise dos Dados

Análise dos Dados, nos ambientes tradicionais, ainda é realizada ou configurada de forma manual, com os especialistas analisando a massa de dados para extrair insights, identificar causa raiz e tendências ou definindo thresholds e criando regras de correlação manualmente.

Plataformas de AIOps possuem capacidade tanto para analisar esses dados manualmente, quanto para integrar com mecanismos e frameworks de Machine Learning para criação de detecção e correlação inteligente - principalmente para os casos de uso mais comuns do ambiente de TI, como de duplicação de alarmes, inferência de regras a partir de dados de monitoração, predição de problemas baseado no histórico do comportamento da infraestrutura, entre outros.

Ação

Por fim, o estágio da Ação é executado pelos analistas de TI para resolverem os problemas, uma vez identificada a causa raiz ou um workaround. Essas atividades também estão sendo automatizadas, seja a resolução para parte dos problemas (self-healing), como também sugerindo passos para resolução de problemas mais complexos a partir de dados contextualizados, timeline dos eventos e análise de causa provável, o que diminui consideravelmente o MTTR de incidentes que não foram cobertos pela automação.

Um exemplo é o Red Hat Insights, que sugere correções baseadas na base de conhecimento e se integra ao Ansible Tower para execução dos passos sugeridos (gerando dinamicamente playbooks para resolver problemas no sistema operacional, resolver falhas de segurança ou configurações).

Leia também:
O papel da automação de TI na transformação de negócios

Você possui algum desses desafios? Entre em contato com o time de Icaro Tech e entenda como podemos ajudá-lo.

A Icaro Tech atua no mercado transformando os negócios através de automação há mais de 20 anos. Somos parceiros IBM e Red Hat e contamos com profissionais acreditados e capacitados para impulsionar a automação dentro das organizações.

Atuamos desde a concepção do projeto – com assessments e análise do negócio – até a implementação, evolução (melhoria contínua) e gerenciamento dele através de uma equipe altamente qualificada de serviços gerenciados.

 

Antonio Ideguchi e Gilson Missawa
Antonio é Arquiteto de Soluções e Gilson é Head de Marketing e Ofertas

Antifragilidade: agente essencial para a Transformação Digital

Antifragilidade: agente essencial para a Transformação Digital

Nos últimos meses, empresas e pessoas foram postas à prova em um cenário que mudou nossa forma de encarar o mundo. A pandemia foi um estressor que demandou mudanças e adaptações, situação que ainda desafia o planejamento dos negócios para 2021.

Muitas empresas buscam adotar ações e medidas para aumentar sua resiliência e, embora a estratégia de maior robustez sem dúvida seja importante, o mercado exige mais: adaptar-se e evoluir, principalmente em situações de crise.

Negócios que estavam mais preparados para as incertezas oriundas do COVID-19 e que foram capazes de adotar as medidas certas no timing correto, não só passaram pela tempestade mas também usufruíram da volatilidade para atingir resultados de sucesso.

Fica mais fácil observar esta dinâmica de antifragilidade frente a situações extremas e impositoras - obviamente ninguém esperava com clareza todos os impactos e consequências da pandemia mas todos tiveram que lidar com ela.

O curioso é que o espectro de fragilidade - antifragilidade, como essência da evolução, sempre está em provação contínua, inclusive em cenários mais amenos mas que passam despercebidos pelas corporações, abaixo do radar dos executivos e líderes, mas que somam-se ao longo do tempo gerando, inevitavelmente, o questionamento: "por que não percebemos isso antes?"

Sobre incertezas e antifragilidade

Nossa cultura dita a constante busca pela previsibilidade - buscamos planejamento, evitamos o duvidoso, queremos reduzir riscos, queremos estar em controle. Sem dúvida é essencial algum nível de controle e previsibilidade, porém o fato é que no mundo real, com tantas variáveis e possibilidades, é impossível predizer com certeza boa parte do que trará o futuro.

Aliás, conforme demonstrado por Daniel Kahneman em seu livro 'Rápido e Devagar: duas formas de pensar', este exercício de previsibilidade é uma grande armadilha na vasta maioria das análises por nossa característica humana e modo de pensar.

A antifragilidade ganhou notoriedade com o estatístico e estudioso Nassim Nicholas Taleb em seu livro 'Antifrágil', no qual sugere que o frágil é como uma taça de cristal: quebra com facilidade, evita a aleatoriedade, teme a incerteza. O resiliente (robusto) resiste a impactos e imprevistos (o que, convenhamos, já é ótimo) porém não se beneficia com eles. O antifrágil evolui, adaptando-se frente a incertezas e volatilidade.

Fragilidade implica mais em perder do que ganhar em situações de estresse. Em outras palavras, há mais desvantagem que vantagem (assimetria desfavorável). Antifragilidade implica mais em ganhar do que em perder (assimetria favorável). E os robustos estão no meio termo, ganha-se e se perde de maneira igual.

Taleb cita que "A natureza constrói coisas antifrágeis. No caso da evolução, a natureza usa a desordem para se fortalecer". Foram centenas de milhares de anos durante a evolução da vida na terra, em um processo de tentativas, erros, adaptações e evoluções. A antifragilidade é o que desperta, reage e se sobrecompensa diante de agentes estressores e de danos oriundos da volatilidade do mundo.

A antifragilidade é o que desperta, reage e se sobre compensa diante de agentes estressores e de danos oriundos da volatilidade do mundo.

O impacto nas estratégias das empresas

No mundo corporativo, a pandemia representou um gigantesco estressor que escancarou o nível de fragilidade (ou antifragilidade) das empresas - todos puderam ter uma visão clara de suas respectivas estratégias com base nos resultados obtidos (alguns inclusive consideram a COVID-19 como o Cisne Negro, porém tenho lá minhas dúvidas, conforme argumenta meu colega Guilherme Rangel em um de seus artigos).

Desnecessário apontar que empresas que já haviam adotado essa postura se alavancaram com a volatilidade do momento - fizeram caipirinha com o limão. Em resumo, boa parte certamente já operava com características antifrágeis. Para fins de comparação, um grande estressor ajuda a visualizar com clareza nossas fragilidades. A reflexão é ponderar o impacto em situações 'normais' (ou seja, nas quais não há imposição categórica de um grande estressor).

Uma pesquisa recente da Boston Consulting Group indica que cerca de 70% das iniciativas de transformação digital falham em alcançar seus objetivos. Interessante notar que diversos problemas encontrados durante a execução da transformação estão relacionados diretamente com características fragilistas como inércia organizacional, barreiras culturais, tecnologias defasadas e mindset arcaico.

Uma postura antifrágil não significa perder controle, não descarta realizar planejamentos, criar estratégias e orçamentos, realizar análises de SWOT, etc - mas sim incluir uma dinâmica essencial de lidar com a incerteza: é impossível prever a maior parte das ocorrências (boas e ruins). Portanto considerar mecanismos antifrágeis fazem todo sentido: prever necessidades, descentralizar controle, pulverizar tomadas de decisão, mensurar iniciativas (bússola de erros e acertos), testar logo, falhar cedo (falhar 'pequeno', contingenciado) e aprender muito rápido para corrigir rotas.

Estratégia integrada, decisões descentralizadas, metas mensuráveis

Uma estratégia integrada fim-a-fim garante a conectividade das diretrizes macro de negócio com todas as ramificações e ações hierárquicas da empresa. Métricas & KPIs também devem se beneficiar desta rede integrada: metas de negócio são sustentadas por métricas de diferentes níveis organizacionais, uma rede de mensuração ágil e eficiente, viabilizando realizar adaptações quando necessário (sem perder de vista os objetivos principais).

Este conduite também valoriza e energiza o senso de propósito e cultura da organização: as pessoas e equipes têm visibilidade do desdobramento dos resultados de suas atividades. Isso beneficia (e mitiga riscos) na descentralização da tomada de decisão dado que é possível identificar anomalias (e oportunidades!) de forma ágil.

O princípio funcional: investir em uma cultura integrada de mensuração e adaptação contínua, uma equipe com foco em resolução de problemas.

Mentalidade Ágil e Essencialista

O tópico anterior provê um alicerce para agilidade de tomada de decisões frente a resultados medidos em diferentes níveis. Timing é pré-requisito para decisões assertivas: ajustes de priorizações, mudanças, adaptações. A morosidade (latência, processos burocráticos) impõe riscos em toda cadeia de execução: experimentações, testes, validações, time-to-market. Mindset ágil é quase unanimidade quando se fala de digitalização.

O desdobramento da estratégia definirá um backlog de atividades em toda a estrutura, que deverá exercitar um ciclo de melhoria contínua com ações oriundas de mensurações e (re)priorização. É aqui que uma postura essencialista faz a diferença.

Em seu livro 'Essencialismo', Greg Mckeown sugere um método para identificar o que é vital e eliminar todo o resto. A ideia é que a maioria dos itens não são essenciais - o que realmente faz a diferença são poucos pontos específicos.

Uma denominação parecida é a 'via negativa' sugerida por Taleb: melhor que agir em excesso (tentando cobrir tudo) é remover o que achamos que é errado - adicionar subtraindo (e de sobra gastando menos, reduzindo custo).

Melhor que agir em excesso é remover o que achamos que é errado - adicionar subtraindo

As pessoas acham que foco significa dizer 'sim' para a coisa em que você precisa focar. Mas isso nada tem a ver com foco. Foco significa dizer 'não' para as centenas de outras boas ideias que existem. Steve Jobs

Mas, a sofisticação através da simplicidade (foco) é mais difícil de se alcançar do que se pode desejar. O pensamento essencialista (de via negativa) nos apoia nesta seleção.

Sobre execução e projetos monolíticos

A operacionalização da estratégia definida faz toda diferença. É notável o quanto ainda nos deparamos com projetos do tipo monolítico : uma única grande frente de trabalho, de enorme complexidade, com centenas de requisitos, envolto numa teia de relacionamentos e dependências, envolvendo diversas áreas, fornecedores e parceiros, cuja descrição encontra-se em um documento de +100 páginas, numa tentativa de prever e definir todos aspectos necessários para sua implementação ao longo dos próximos meses.

Bent Flyvbjerg, professor de Oxford e especialista em gestão realizou diversas pesquisas em características antifrágeis dos monólitos, em especial referente a 1. magnitude/tamanho da empreitada e 2. capacidade de previsibilidade limitada frente às incertezas [aqui e aqui].

Reflita um momento: na sua experiência, quantos destes mega projetos obtiveram sucesso?

Para não depender de experiências prévias particulares, Flyvbjerg utilizou o método chamado Reference class forecasting (por Daniel Kahneman) que consiste em tentar prever um o resultado de um evento comparando com eventos passados de características e atributos similares.

Interessante notar que algumas contramedidas citadas por Flyvbjerg no casos de sucesso foram: quebrar um problema (projeto) grande em módulos menores, manter foco nos principais aspectos, capacidade de medir e ter um time especialista.

O uso assertivo da Tecnologia e Metodologia

Não é de se espantar que o leitor com conhecimentos e experiência em metodologias de TI como agile e devops (e tendências como microsserviços e cloud) possa ter pensado:

Isso cai como uma luva no quesito de antifragilidade!

No universo de tecnologia de informação, os perímetros de desenvolvimento e infraestrutura adotaram características que atendem quesitos chave como velocidade de implementação, flexibilidade para lidar com volatilidade, redução de complexidade, interoperabilidade, resiliência e robustez, aprendizado contínuo e insights de inovação através da mensuração (vide sobre a relação entre devops e inovação).

Inclusive, todas essas tecnologias e metodologias nasceram na prática, frente a necessidades de melhor suportar o negócio, através de estressores que esculpiram os alicerces de soluções/sistemas que atendem suas demandas altamente voláteis.

Alguns meses após início da COVID-19, 55% das empresas sinalizaram planos para aumentar uso da metodologia ágil nos próximos 12-24 meses (follow-up survey - 14th State of Agile report).

A tecnologia sozinha não garante o sucesso de um processo de transformação digital mas certamente é um dos fatores chave para viabilizá-lo.

Tempo de mudar

Grandes estressores alavancam (demandam) mudanças que normalmente não iriam ocorrer. Em cenários amenos, com menos entropia, a tendência é voltamos ao modus operandi padrão. A ilusão da previsibilidade é uma zona de conforto nos negócios e na vida pessoal - de maneira sorrateira vai se instalando gerando falsa sensação de segurança e controle. Definir uma estratégia que lide com incerteza permite segmentar e escrutinar cenários de ameaça e oportunidade, tirando o melhor de ambos os casos. O grande desafio é o fator humano.

Há uma limitação desconcertante de nossa mente: nossa confiança excessiva no que acreditamos saber, e nossa aparente incapacidade de admitir a verdadeira extensão da nossa ignorância e a incerteza do mundo em que vivemos.  - Daniel Kahneman


Gabriel Araujo
Head of Customer Success